Bom, vou contar aqui no blog uma história que espero que nunca aconteça com alguém.
Leia a história até o final que garanto não se arrependerem.
Uma história até engraçada apesar dos acontecimentos. Vamos lá, na época tinha uns 18 anos e tinha acabado de tirar a carteira de motorista, sabe como é, adolescente com a carteira na mão e sem um automóvel próprio, estava doido para pegar um carrinho e sair dirigindo por ai… Surgiu a oportunidade ( não sabia a merda que estava fazendo), um amigo do primo meu trabalhava embarcado e morava um pouco distante do local do embarque que por sinal era no bairro que eu morava, esse cara tinha um Fusca não sei o ano, e toda vez que embarcava deixava o Fusca na casa do meu primo para o carro ficar seguro ( mal saiba ele como estava seguro…), e ai pensei tenho carteira e agora tem um carro na garagem me esperando para dar um “volta”. Implorei para dar uma volta na charanga até conseguir o feito.
Reunimos mais 3 doidos, dois amigos meus e outro primo, para dar uma volta na cidade com o Fusca e passar na casa de umas menininhas, e o Fusca até que era parecia ser legal, tinha vidro elétrico, bancos de tempra, motor modificado, a pintura estava boa etc. Saimos com o carro até a cidade a noite e no meio do caminho surgiram os “imprevistos” , agora começa a melhor parte da história. Primeiro no inicio de um viaduto o sinal estava fechado e como o normal tive que reduzir até “parar” o Fusca, ai é que está o problema, acabara de descrobir que o Fusca só tinha freio em umas das rodas e mesmo assim funcionava muito pouco, ficamos no “desespero” total, eu pisando no freio e o carro não parava, quer dizer parava muito lentalmente. Quando já estava em cima do outro carro (na época um Fiesta zero) consegui “jogar” o Fusca para o lado evitando a batida e parando totalmente o carro. Tudo bem, o primeiro susto tinha passado mas era apenas o começo. Mais uns 500 metros a frente o Fusca começa a engasgar até parar, descobrimos que também não tinha gasolina, e o pior estamos no centro da cidade sem um real no bolso. Um amigo que estava com a gente foi até a casa de um tio distante que não falava a tempos tentar alguns trocados para a gasolina, sem sucesso, lebrei que tinha algum no meu cartão da poupança, a salvação, pensamos: “problema resolvido, agora vai”, que nada, no caminho para o posto de gasolina para completar o combustivel, surge mais um problema. O pneu do Fusca fura, parece até mentira mais é a pura verdade. Vamos nós desta vez no meio de um bairro perigoso da cidade trocar o pneu, quando levantamos o carro com o macaco e ao colocar a chave nos para-fusos, pronto mais um problema, a chave não entrava de forma alguma, parecia que os para-fusos eram maiores para a chave, vamos nóis novamente procurar uma chave que fosse do mesmo tamanho dos para-fusos do Fusca. Sem suceso mais uma vez, no caminho de volta ao carro, percebi que o carro estava quase tombando de tão alto que estava, um amigo de tão “puto” que estava sem querer descobriu que ali tinha uma capa nos para-fusos (aquelas capinhas cromadas), ai beleza trocamos o pneu, desistimos até de ir ao destino e resolvemos voltar para casa antes que aparece mais problemas.
Estamos nóis no caminho de volta e no meio da mesma ponte onde quanse batemos com o carro, fui abrir o vidro do Fusca (tirar uma onde com o vidro elétrico), e pronto o botão do vidro “afundou“, uma vontade enorme de xingar aquele carro velho, pensei “não é possivel que possa acontecer mais alguma coisa com esse carro” e estava errado, não é que aconteceu ?
Quase chegando em casa, (feliz por ter conseguido este feito) a maltida da correia do sistema de resfriamento solta fazendo um barulho infernal, estava tão “puto” que desta vez resolvi não parar para ver o que era, pois estava tão perto da nossa casa. Finalmente chegamos entregamos a chave com um ódio do Fusca e fomos dormir exaustos. Ai pensei “Como o dono dessa velharia consegue pegar estrada com esse carro ?”, era um gerreiro com certeza.